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Vereador questiona pagamento integral a secretária afastada em Lajeado

Vereador questiona pagamento integral a secretária afastada em Lajeado
  • Publicadoabril 15, 2026

Caso envolve Elisete Mayer, afastada desde fevereiro pela Operação Lamaçal; denúncia foi encaminhada ao Ministério Público

O vereador Jones Barbosa, o Vavá (MDB), levou à tribuna da Câmara de Vereadores de Lajeado, na sessão desta terça-feira (14), uma denúncia sobre o pagamento integral do salário da secretária municipal de Serviços Urbanos, Elisete Mayer, afastada desde 27 de fevereiro por decisão relacionada à Operação Lamaçal.

Segundo o parlamentar, dados do Portal da Transparência indicam que a servidora recebeu, em março, remuneração bruta de R$ 15.393, mesmo sem exercer as funções no período. Diante da situação, Vavá encaminhou o caso ao Ministério Público Estadual, que solicitou esclarecimentos ao Ministério Público Federal, já que a operação foi conduzida pela Polícia Federal.

Questionamento sobre legalidade e moralidade

Na manifestação, o vereador afirmou que ainda é necessário verificar se o pagamento está amparado legalmente, mas classificou a situação como “imoral”, diante do afastamento da secretária e da situação financeira do município.
Vavá também informou que irá protocolar requerimento junto à prefeitura para obter um posicionamento oficial da prefeita Gláucia Schumacher sobre o caso. Segundo ele, cabe ao Legislativo fiscalizar a aplicação dos recursos públicos e buscar esclarecimentos sobre eventuais irregularidades.

Prefeitura cita cumprimento de decisão judicial

Procurada, a prefeitura de Lajeado se manifestou por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa. No comunicado, a administração municipal afirmou que cumpriu o que foi determinado pela ordem judicial.

“A Administração Municipal cumpriu o que foi determinado pela ordem judicial. Somente após cessado o prazo de 60 dias desta decisão judicial o município poderá tomar medidas no âmbito administrativo”, informou a nota.O caso agora aguarda manifestação dos órgãos de controle para esclarecer se o pagamento integral durante o período de afastamento encontra respaldo na legislação.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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