Operação Mirage desmantela esquema de falsos investimentos com prejuízo milionário
A Polícia Civil deflagrou a Operação Mirage contra uma organização criminosa especializada em golpes de falsos investimentos. Uma vítima gaúcha perdeu R$ 4,3 milhões em um mês. Três pessoas foram presas e 125 medidas judiciais foram cumpridas em São Paulo e Goiás.
O esquema prometia lucros altos em investimentos de ações e criptomoedas, atraindo vítimas por anúncios em redes sociais. A organização utilizava plataformas falsas e apresentava ganhos fictícios para estimular novos depósitos, com promessas de até 6.000% de rentabilidade.
A operação resultou em 5 mandados de prisão preventiva, 13 de busca e apreensão, bloqueio de contas de 85 pessoas físicas e jurídicas, sequestro de veículos de luxo e bloqueio de carteiras de criptoativos em 17 exchanges. Milhares de chips de telefonia, celulares, computadores e documentação financeira foram apreendidos.
A polícia identificou quatro núcleos da organização: captação de vítimas, ativação de linhas telefônicas, gestão e lavagem de capitais, e conversão em criptoativos.
Cinco investigados foram presos. A delegada Isadora Galian alertou sobre a desconfiança em promessas de lucros extraordinários, especialmente em criptomoedas. O diretor da Divisão de Crimes Cibernéticos, Filipe Bringhenti, destacou a atuação do grupo no modelo de “crime como serviço”.
A Operação Mirage, nomeada em alusão à ilusão de riqueza, já identificou ao menos 40 vítimas em outros estados, confirmando a dimensão nacional do esquema.
