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ESPECIAL DIA DOS PAIS: Do incentivo à leitura ao sonho do primeiro livro: o legado de um pai

ESPECIAL DIA DOS PAIS: Do incentivo à leitura ao sonho do primeiro livro: o legado de um pai
  • Publicadoagosto 8, 2026

Encantadense Sérgio Pedro Dalla Vecchia celebra o Dia dos Pais mostrando que educar é estar presente, incentivar os sonhos e transmitir valores entre gerações

Para Sérgio Pedro Dalla Vecchia, de 77 anos, ser pai nunca foi apenas um papel desempenhado em determinada fase da vida. É uma missão que atravessa o tempo. Casado há 50 anos com Noemia Therezinha Dalla Vecchia, sua trajetória foi construída ao lado da família, marcada pelo amor aos filhos Rodrigo e Felipe, pelo carinho aos netos Carolina, Valentina e Davi e pela certeza de que “os filhos são a continuação da vida”.

Natural da Linha Auxiliadora, em Encantado, Sérgio construiu uma trajetória diversificada. Técnico em Segurança do Trabalho, sindicalista, ex-presidente do Sindicato da Alimentação de Encantado em diversas gestões, licenciado em Letras Português/Inglês, ministro da Eucaristia e apaixonado pela leitura, ele está prestes a realizar um antigo sonho: publicar seu primeiro livro.

Para Sérgio, a preocupação com os filhos nunca termina. “Cada idade tem suas preocupações”, afirma. Independentemente da fase da vida, acredita que o papel do pai é acompanhar, orientar e incentivar os filhos a estudar, construir valores e enfrentar os desafios com responsabilidade.

Os valores éticos e religiosos sempre fizeram parte dessa educação. Como ministro da Eucaristia, buscou transmitir aos filhos princípios de respeito, solidariedade e fé. “Sempre procurei acompanhar e orientar. Mesmo grandes, continuo presente na vida deles”, resume.

O incentivo à leitura desde a infância

Apaixonado pelos livros desde criança, Sérgio lembra que lia tudo o que chegava às suas mãos. “Sempre tive curiosidade de aprender.”

Esse hábito foi naturalmente compartilhado com Rodrigo e Felipe. Todas as noites, sentava ao lado dos filhos para ler histórias em quadrinhos. Donald, Mickey, Tio Patinhas, Turma da Mônica e, principalmente, Chico Bento faziam parte da rotina da família. Mais tarde, vieram as obras de Monteiro Lobato, autor que ele admira pela forma de escrever. Quando aprenderam a ler, o pai passou a incentivá-los a fazer a leitura de forma independente, cultivando um hábito que considera essencial para toda a vida.

Outras recordações que guarda com carinho com os filhos são as viagens de férias para a praia. A família seguia em um Fusca amarelo-trigo, que Sérgio conserva até hoje, carregado de malas, mantimentos e bons momentos compartilhados.

É dessa vivência que também nasce a principal lição que procura transmitir aos filhos, netos e às novas gerações: “Nunca diga que não pode”. Para ele, sonhar é importante, desde que venha acompanhado de dedicação e perseverança. “É preciso ser pé no chão, mas manter a mente aberta. Muitas coisas que sonhei eu consegui conquistar”, comenta.

Sérgio afirma ainda que todas essas experiências reforçaram a importância da família como alicerce da vida. “Mesmo quando nem tudo é perfeito, a família é sempre referência”, destaca.

Um sonho que virou livro

A paixão pela escrita acompanhou Sérgio durante toda a vida. Nos anos em que esteve à frente do Sindicato da Alimentação de Encantado, era responsável por redigir atas, elaborar estatutos e produzir documentos oficiais. Também escreveu contos, mas guardava um sonho antigo: publicar um livro.

Há cerca de dois anos decidiu colocar esse projeto em prática. Sempre que surgia uma inspiração, pegava papel e caneta para registrar as ideias. Hoje, sua primeira obra está na fase final de produção, passando pela definição do título, elaboração das ilustrações e diagramação, com lançamento previsto para os próximos meses.

Misturando elementos de literatura infantil e romance, o livro reúne personagens fictícios inspirados em histórias reais vividas ou contadas por pais, avós e familiares. A narrativa se passa na zona rural do início do século XX e procura preservar costumes, tradições e modos de vida que marcaram gerações. Entre os personagens está a “Butchona”, ancestral do Buti, mascote da Suinofest. O protagonista, chamado de “Padrinho”, vive diferentes experiências entre a infância e a adolescência, primeiro na casa da família e depois na casa do nono.

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