Yakecan: o som do céu que mudou o clima no Rio Grande do Sul
Você já imaginou que fenômenos climáticos antes restritos a outras regiões, como furacões, ciclones e tempestades tropicais, estariam agora presentes no Rio Grande do Sul? Essa nova realidade vem alterando o cotidiano do estado, causando grandes estragos, medo e sofrimento.
Yakecan, que significa “som do céu” em tupi-guarani, é o nome dado a esses ventos potentes e assustadores que ecoam pelas casas, prédios e estâncias, acompanhado por trovoadas intensas e chuvas fortes. Nos primeiros dias de dezembro de 2025, grande parte do Rio Grande do Sul enfrentou essa aflição. Para muitos, foi difícil acreditar que estamos vivendo uma nova era climática, marcada por eventos extremos que a ciência ainda tenta entender plenamente.
Apesar dos danos causados principalmente nas regiões leste, sul e serrana, e também no Uruguai, graças a Deus não houve uma catástrofe maior. As autoridades, orientadas pela defesa civil, tomaram medidas preventivas como cancelamento de aulas e suspensão de serviços para proteger a população. Ainda assim, a sensação foi de insegurança, com noites difíceis devido ao barulho dos ventos e à instabilidade.
Este cenário nos convida a refletir sobre nossa relação com a natureza, que hoje se mostra mais hostil, talvez como resposta ao nosso comportamento pouco cuidadoso. Infelizmente, algumas críticas infundadas às ações preventivas foram feitas em redes sociais, como se a ausência do pior fosse motivo de reclamação, uma postura que demonstra falta de sensibilidade diante do que enfrentamos.
Como diz o ditado popular, depois da tempestade vem a bonança. As previsões indicam uma semana de tempo estável e temperaturas agradáveis, o que traz esperança para que possamos descansar melhor e retomar nossa rotina com tranquilidade. Que Yakecan nos permita noites de sono calmo, enquanto aprendemos a ser mais humanos e respeitosos com a natureza que nos sustenta.
Professor Luís Eduardo Souza Fraga, historiador e escritor, compartilha conosco essa reflexão necessária diante das mudanças climáticas que já estão entre nós.
