Whatsapp
Mundo

Senado dos EUA aprova resolução para barrar uso de força contra Venezuela sem aval do Congresso

Senado dos EUA aprova resolução para barrar uso de força contra Venezuela sem aval do Congresso
  • Publicadojaneiro 9, 2026

O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta quinta-feira, uma resolução que determina a interrupção do uso da força contra a Venezuela sem autorização expressa do Congresso Nacional.

A resolução orienta o Presidente a cessar o uso das Forças Armadas dos EUA em hostilidades dentro ou contra a Venezuela, a menos que uma declaração de guerra ou autorização para o uso da força militar tenha sido promulgada.

A proposta, apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, foi aprovada por 52 votos contra 47. Cinco senadores republicanos apoiaram a medida. Um senador republicano não votou.

O texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Representantes e pode enfrentar um provável veto do presidente Donald Trump para entrar em vigor.

O senador Kaine justificou a resolução, defendendo que novas ações militares necessitem de autorização legislativa. Ele afirmou que os planos do presidente vão além de Nicolás Maduro e que o Congresso precisa se manifestar.

A oposição argumenta que a ação militar na Venezuela seria ilegal, pois a Constituição dos EUA exige aprovação do Parlamento para declaração de guerras.

A senadora republicana Susan Collins declarou apoio à resolução, buscando afirmar o poder do Parlamento de autorizar ou limitar futuras atividades militares na Venezuela. Ela ressaltou que a resolução reafirma a capacidade do Congresso de autorizar ou limitar qualquer atividade militar prolongada futura.

O secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia argumentado anteriormente que a ação não seria uma guerra, mas sim a prisão de indivíduos. Na ação citada, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos por militares estadunidenses.

O presidente Donald Trump reagiu à votação em uma rede social, expressando descontentamento com os republicanos que votaram com os democratas. Ele afirmou que a votação prejudica a autodefesa e a segurança nacional americanas, impedindo a autoridade presidencial. Trump considerou a Lei dos Poderes de Guerra inconstitucional.

-+=