Whatsapp
Brasil

Indústria brasileira acelera: produção cresce 0,9% em fevereiro e acumula ganhos de 3% no ano

Indústria brasileira acelera: produção cresce 0,9% em fevereiro e acumula ganhos de 3% no ano
  • Publicadoabril 2, 2026

A produção industrial brasileira deu mais um passo importante na retomada, avançando 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro. Com este resultado, o setor registra o segundo crescimento consecutivo e acumula expansão de 3% apenas nos dois primeiros meses de 2026.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (2) pelo IBGE através da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), mostram que a indústria já se encontra 3,2% acima do patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020. No entanto, ainda há um caminho a percorrer, pois o setor está 14,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Segundo André Macedo, gerente da pesquisa, a indústria está recuperando as perdas dos últimos meses de 2025, com um perfil disseminado de crescimento. “Enquanto janeiro foi caracterizado pela retomada da produção, após um dezembro marcado pela maior frequência de férias coletivas e paralisações técnicas, fevereiro se destaca pelo avanço da produção, possivelmente associado a um processo de recomposição de estoques em diferentes setores industriais”, explica.

O crescimento foi expressivo, com registro em quatro grandes categorias econômicas e em 16 dos 25 ramos pesquisados. Entre as atividades, as influências positivas mais importantes vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%).

“Nesses setores, as principais pressões positivas vêm de automóveis e autopeças, na indústria automobilística, e derivados do petróleo e álcool etílico, na atividade dos derivados do petróleo e biocombustíveis”, detalha o pesquisador.

A atividade de veículos automotores acumula expansão de 14,1% nos dois primeiros meses do ano, eliminando completamente o recuo de 9,5% verificado no final de 2025. Já a produção de derivados de petróleo marca o terceiro mês consecutivo de crescimento, com ganho de 9,9% no período.

No outro extremo, a principal influência negativa veio da produção de farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), que intensificou a queda já observada em janeiro (-1,4%). “Na indústria farmacêutica, caracterizada pela maior volatilidade de seus resultados, observa-se o segundo mês consecutivo de queda, influenciada pela elevada base de comparação, em função do avanço de 19% acumulado nos dois últimos meses de 2025”, explica Macedo.

Outros setores que apresentaram recuo foram produtos químicos (-1,3%) e metalurgia (-1,7%).

-+=