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PP busca definir rumo com pré-candidatura de Ernani Polo ao governo do RS

PP busca definir rumo com pré-candidatura de Ernani Polo ao governo do RS
  • Publicadodezembro 20, 2025

O Progressistas (PP) está em processo de definição para as eleições de 2026 no Rio Grande do Sul. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, anunciou que deixará o cargo em janeiro para se dedicar à pré-candidatura ao governo do Estado. Essa decisão pressiona o partido a se posicionar claramente em torno de uma das propostas internas, já que o PP conta com dois pré-candidatos: Ernani Polo e Covatti Filho.

Ernani Polo tem defendido publicamente o apoio ao atual projeto do governador Eduardo Leite, ressaltando que projetos em curso não devem ser abandonados no meio do caminho. Já Covatti Filho, presidente estadual do partido e também pré-candidato, indicou que a saída do governo Leite pode ser discutida e consolidada ainda em janeiro nas instâncias partidárias, defendendo um protagonismo maior do Progressistas.

Nos bastidores, os grupos políticos de Polo e Covatti demonstram diferentes preferências para alianças. Polo tende a buscar composição com o vice-governador Gabriel Souza, enquanto Covatti Filho estaria mais inclinado a uma aliança com o candidato de direita Luciano Zucco, do PL.

Além da política estadual, o orçamento federal para 2026 também traz repercussões. O Congresso aprovou um superávit previsto de R$ 34,5 bilhões com aumento significativo nas emendas parlamentares, que chegam a quase R$ 61 bilhões, e uma ampliação do Fundo Eleitoral para cerca de R$ 5 bilhões. Por outro lado, o salário mínimo sofreu redução real, ficando em R$ 1.621, um corte no valor anteriormente proposto.

O governo Lula deve aumentar os gastos com pessoal, chegando a quase R$ 490 bilhões, e terá despesas próximas de R$ 3 trilhões para amortização e juros da dívida pública.

No âmbito político, o deputado Marcel van Hattem afirmou o sucesso em coletar assinaturas para prorrogar a CPMI que investiga irregularidades no INSS, com ampla adesão parlamentar, mas sem assinatura do PT.

Por fim, em Santa Catarina, foi proibida a entrada e comercialização da tilápia importada do Vietnã devido ao risco do vírus Tilapia Lake Virus (TiLV), uma medida preventiva para proteger a produção local de peixes.

Esse cenário revela um momento de decisões estratégicas e político-econômicas que influenciarão o futuro do Rio Grande do Sul e do Brasil em 2026.

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