Oportunidades e inovação nas periferias do RS
No Rio Grande do Sul, a busca por inclusão social e desenvolvimento sustentável ganha força com projetos que combinam inovação, tecnologia e cuidado ambiental. Um destaque é o Programa Estadual de Oportunidades nas Periferias, idealizado pelo deputado Kaká DÁvila (PSDB). A proposta visa criar Centros Comunitários que ofertarão cursos gratuitos em áreas como programação, audiovisual e economia criativa. Além disso, o programa prevê mentorias para facilitar a entrada no mercado de trabalho, bolsas para estudantes de baixa renda e parcerias com o setor privado por meio do “Selo Empresa Aliada das Periferias”. Essa iniciativa tem como objetivo promover a formação profissional e o empreendedorismo nas comunidades mais vulneráveis do estado.
Na área ambiental, a Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa está prestes a votar uma proposta do deputado Carlos Búrigo (MDB) que regulamenta a reutilização de resíduos da indústria de fundição. O projeto transforma passivos ambientais em insumos para estradas, artefatos de concreto e cerâmicas, reduzindo o impacto ambiental e os custos das indústrias. Para garantir a segurança, a proposta exige avaliação simplificada dos projetos pelo órgão ambiental competente.
Em Porto Alegre, a Defesa Civil utilizou pela primeira vez a tecnologia Cell Broadcast para emitir alertas de tempestades severas. O sistema, que usa redes 4G e 5G para exibir mensagens emergenciais nos celulares sem necessidade de cadastro, ajudou a orientar a população diante da ameaça de ventos fortes. Essa ferramenta integra estratégias para proteger a população de riscos climáticos.
Ainda no campo da sustentabilidade urbana, o governador Eduardo Leite lançou o Projeto Rios, em colaboração com o BNDES. Com um investimento de R$ 30 milhões, a iniciativa visa estudar a Região Hidrográfica do Guaíba para fortalecer a resiliência frente a desastres naturais e orientar ações de longo prazo contra os impactos climáticos.
Por fim, Porto Alegre avança nos estudos para a concessão parcial dos serviços de saneamento, mantendo o DMAE responsável por etapas essenciais e transferindo a distribuição e esgotamento sanitário à iniciativa privada. A medida busca universalizar o acesso aos serviços sem aumentar tarifas para a população vulnerável, garantindo ainda investimentos prioritários em áreas sensíveis e infraestrutura de proteção contra enchentes.
