Novo estudo aponta que canetas emagrecedoras podem ajudar no combate ao Alzheimer
Medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, usados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, podem ter potencial para auxiliar no combate à doença de Alzheimer, segundo um novo estudo publicado por pesquisadores da Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido.
A pesquisa revisou 30 estudos pré-clínicos envolvendo remédios da classe dos análogos de GLP-1, entre eles semaglutida (presente no Ozempic e Wegovy), liraglutida, dulaglutida e exenatida. Os cientistas identificaram que esses medicamentos reduziram o acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau, consideradas marcadores importantes do Alzheimer.
Além disso, os pesquisadores destacaram que os remédios também podem agir reduzindo inflamações no cérebro e melhorando a sinalização da insulina, fatores associados ao avanço da doença. Segundo os autores, isso abre caminho para novas estratégias de prevenção.
Apesar dos resultados promissores em laboratório, os testes realizados em humanos ainda não comprovaram benefícios concretos no atraso da progressão do Alzheimer. Estudos anteriores com semaglutida oral, por exemplo, não mostraram melhora clínica significativa em pacientes.
Especialistas reforçam que serão necessários novos ensaios clínicos, com maior número de participantes e em fases iniciais da doença, para confirmar se esses medicamentos realmente poderão ser usados no futuro contra o Alzheimer.
Foto: Lee Smith
