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Brasil Política

Aliança para impeachment de ministros do STF toma forma nas eleições para o Senado

Aliança para impeachment de ministros do STF toma forma nas eleições para o Senado
  • Publicadoabril 15, 2026

As conversas estão apenas começando, mas o cenário político já aponta para uma possível aliança entre partidos de direita nas eleições para a Presidência do Senado em 2027. O objetivo principal: eleger um parlamentar disposto a levar adiante processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nomes como Marcel van Hatten (Novo-RS), Deltan Dallagnol (Novo-PR), Caroline de Toni (PL-SC), Gustavo Gayer (PL-GO), Delegado Éder Mauro (PL-PA) e Carlos Bolsonaro (PL-SC) já se apresentam como defensores do impeachment como ferramenta para reequilibrar os poderes.

“No Novo o impeachment de ministros do STF é uma bandeira bastante estabelecida. As críticas ao Supremo furaram a bolha. Nós vamos precisar ver como vai ficar de fato a conformação do Senado após a eleição”, explica o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.

Ele lembra a lição das eleições passadas que confirmaram Davi Alcolumbre: “vamos trabalhar para que na eleição de 2027, renovando dois terços do Senado, a gente consiga alcançar a maioria e vamos compor, se for necessário”.

A deputada Bia Kicis (PL-DF), pré-candidata ao Senado em dobradinha com Michele Bolsonaro, reforça o sentimento popular: “As pessoas estão cansadas não só dessa corrupção no Judiciário, mas também da covardia que impera hoje no Congresso. Então, o que as pessoas querem são homens e mulheres de coragem no Senado. Pessoas que não tenham medo de fazer o que precisa ser feito”.

“Primeiro vamos ver como vai ser o resultado das urnas, mas temos que eleger um presidente [do Senado] que tem a coragem de fazer o que tem que ser feito. No dia seguinte ele dá encaminhamento a um pedido de impeachment”, afirma a parlamentar.

Enquanto isso, mesmo com o diagnóstico de que o Supremo vive o pior momento de sua história recente, o presidente enviou aos senadores o nome do advogado-geral da União Jorge Messias, indicado para preencher a 11ª vaga de ministro do STF, quase cinco meses após o anúncio pelo Palácio do Planalto.

Cabe agora ao Senado, parcialmente envolvido no escândalo do Master, fazer questionamentos ao indicado e decidir se ele está apto para ocupar a vaga aberta desde outubro com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

Foto: Antonio Augusto/STF

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