Moraes determina PF e age contra Conselho de Medicina por nota sobre Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) colha depoimento do presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM). A decisão atende a uma nota divulgada pela entidade que questionou a assistência médica prestada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Moraes também tornou sem efeito a determinação do CFM para a abertura de uma sindicância sobre o atendimento médico a Bolsonaro. O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) havia sido orientado a instaurar o procedimento após a queda sofrida pelo ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal.
Segundo o ministro, a iniciativa do CFM é ilegal e extrapola as atribuições da entidade, que não possui competência para fiscalizar ou instaurar procedimentos dessa natureza no caso específico. Por esse motivo, a ordem para abertura da sindicância foi considerada nula.
A Polícia Federal tem o prazo de dez dias para realizar o depoimento do presidente do CFM.
