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Ministro do STJ pede licença de 90 dias após acusação de assédio sexual.

Ministro do STJ pede licença de 90 dias após acusação de assédio sexual.
  • Publicadofevereiro 13, 2026

O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), protocolou um pedido oficial de licença de 90 dias, fundamentado em atestado médico psiquiátrico, em meio a denúncias de importunação sexual. O magistrado nega veementemente a veracidade das acusações que lhe são imputadas.

A assessoria do STJ informou que um posicionamento institucional será divulgado após sessão extraordinária convocada para esta terça-feira. O encontro tem como objetivo definir os próximos passos do processo administrativo aberto para apurar os fatos, que pode culminar no afastamento formal do ministro.

Em carta aos demais integrantes da Corte na segunda-feira, Buzzi reiterou a negativa das denúncias e relatou o desgaste emocional provocado pela situação, afirmando que o episódio tem gerado mágoas em sua família e círculo social. Ele expressou confiança de que sua inocência será demonstrada nos procedimentos instaurados.

As investigações foram iniciadas a partir do relato de uma jovem de 18 anos, que alega ter sido vítima de assédio em 9 de janeiro, durante uma estadia na residência de praia do ministro em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Segundo o depoimento, Buzzi teria se aproximado dela enquanto estava no mar, puxado-a para perto e segurado sua lombar. A jovem relatou ter tentado se afastar diversas vezes e que o contato cessou apenas quando ela conseguiu sair da água e buscar os pais.

Após o incidente, a família da jovem deixou o local no mesmo dia, após confrontar parentes do ministro. Em 14 de janeiro, os pais registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, com acompanhamento de advogados. Adicionalmente, uma nova denúncia foi protocolada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde a jovem já prestou depoimento à Corregedoria.

É relevante notar que, em 5 de fevereiro, Marco Buzzi já havia apresentado um atestado médico e estava internado, sem previsão de alta. Informações de pessoas próximas indicam que o ministro passou recentemente por um procedimento cirúrgico para implantação de marcapasso, o que também teria influenciado a decisão de solicitar o afastamento temporário.

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