Magistrada é afastada em MT por suspeita de favorecer marido acusado de feminicídio
A magistrada é suspeita de ter atuado para influenciar decisões judiciais no processo de guarda da enteada. O marido dela, Antenor Alberto de Matos Salomão, é réu pelo feminicídio da mãe da criança, Leidiane Sousa Lima, assassinada em janeiro de 2023.
A juíza é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O procedimento instaurado aponta indícios de que ela agiu para impedir o cumprimento de determinação judicial que concedeu a guarda da menor à avó materna, chegando a levar a criança para outro local.
Segundo o processo administrativo, a magistrada teria assumido temporariamente a guarda da menor. Essa ação, somada a outras circunstâncias, levanta dúvidas sobre a observância dos deveres de imparcialidade e independência funcional no exercício da jurisdição.
O PAD também revelou indícios de que a juíza atuou de maneira próxima à conselheira tutelar envolvida no caso, fornecendo informações privilegiadas ao companheiro.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do ministro Mauro Campbell Marques, informou que o Ministério Público alega ainda que a juíza emprestou sua arma de fogo ao marido, que já cumpria prisão domiciliar.
A Polícia Civil informou, na época do feminicídio, que Antenor estava em uma disputa judicial pela guarda da filha com a mãe, Leidiane Sousa Lima, de 34 anos. O crime, contudo, teria sido motivado por um sentimento amoroso do acusado pela vítima. Leidiane foi morta a tiros em Rondonópolis ao sair de casa para trabalhar. Um homem em uma moto se aproximou e efetuou os disparos, resultando na morte da vítima no local.
