Gripe aviária: Brasil prorroga estado de emergência por mais 180 dias
O Ministério da Agricultura anunciou nesta quinta-feira (26) a prorrogação do estado de emergência zoossanitária para a gripe aviária em todo o Brasil por mais 180 dias. A medida preventiva foi tomada diante da circulação de uma forma mais agressiva do vírus entre aves silvestres.
A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que principalmente afeta aves, mas também pode infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos com contato direto com animais contaminados. A transmissão acontece por meio de secreções, fezes ou carcaças infectadas.
Segundo o governo, a prorrogação permite adotar medidas mais rápidas para conter e eliminar novos focos da doença, além de facilitar o uso de recursos federais, especialmente em caso de registros em granjas comerciais.
O primeiro caso de gripe aviária no Brasil foi identificado em 15 de maio de 2023, em aves silvestres. Já o primeiro e único foco em criação comercial foi confirmado em 15 de maio de 2025.
Ao todo, o país já registrou 188 ocorrências da doença, sendo 173 em aves silvestres, 14 em criações de subsistência e uma em granja comercial. Esse caso levou a restrições de importação por parte de alguns países no ano passado. Com a resolução do foco em granja comercial, os embargos foram suspensos ao longo de 2025.
No Rio Grande do Sul, a situação preocupa. Neste mês, subiu para 15 o número de aves mortas por gripe aviária no estado. Os casos envolvem aves silvestres, principalmente cisnes-brancos, encontrados na Estação Ecológica do Taim, que foi interditada por tempo indeterminado para conter o avanço da doença.
Desde a identificação dos primeiros casos, equipes do governo estadual e órgãos ambientais realizam monitoramento diário na região, com busca ativa por animais doentes ou mortos.
As autoridades afirmam que, se novos casos forem confirmados, os animais serão recolhidos e eliminados de forma controlada para evitar a disseminação do vírus, especialmente para criações domésticas. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária confirmou a presença do vírus após análise de amostras coletadas no fim de fevereiro.
Apesar do avanço entre aves silvestres, o governo destaca que a situação não afeta o status sanitário do Brasil nem traz impactos ao comércio de produtos avícolas. Também não há risco no consumo de carne de frango ou ovos.
Este é o segundo registro recente da doença na reserva — o anterior ocorreu em 2023 e levou ao fechamento da área por cerca de seis meses. A vigilância segue intensificada para evitar que o surto se amplie e atinja granjas comerciais.
