Fim dos orelhões no Brasil: símbolo das ruas desaparece em 2026
Você já parou para pensar no quanto os orelhões fizeram parte da vida dos brasileiros? Esses telefones públicos, que foram tão comuns nas ruas do Brasil, estão prestes a desaparecer. Em 2026, começa a retirada definitiva de cerca de 38 mil aparelhos que ainda existem no país. A popularização dos celulares tornou esses equipamentos obsoletos, e com o fim das concessões das empresas responsáveis, a manutenção dos orelhões deixa de ser obrigatória.
As empresas Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefonica, que até então cuidavam dos orelhões, agora direcionarão seus investimentos para tecnologias mais atuais, como redes de banda larga e telefonia móvel, que dominam a comunicação no Brasil hoje. A remoção dos aparelhos será gradual, iniciando pela retirada das carcaças e dos telefones desativados.
Durante décadas, os orelhões foram essenciais para a comunicação, especialmente entre os anos 1970 e o início dos anos 2000. Eles eram pontos de encontro, facilitavam contatos urgentes e muitas vezes eram o único meio para falar com alguém fora de casa. O design icônico dos orelhões foi criado em 1971 pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira, que desenvolveu um formato pensado para melhorar a qualidade acústica e proteger os usuários do barulho externo.
Esse legado do passado agora cede lugar às novas tecnologias, mostrando como a comunicação evolui e se adapta às necessidades do presente. Ainda que os orelhões desapareçam das ruas, sua história permanece viva na memória de quem viveu aquela época.
