EUA avaliam retirar sanções para facilitar venda de petróleo da Venezuela
Os Estados Unidos estão considerando aliviar algumas das sanções econômicas impostas à Venezuela já na próxima semana. O principal objetivo é facilitar a venda de petróleo venezuelano, segundo o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.
Desde a operação militar realizada no dia 3, que buscava capturar Nicolás Maduro e removê-lo do poder, o governo americano passou a controlar o comércio do petróleo da Venezuela. Entre as medidas, os EUA proibiram que bancos internacionais e credores negociassem com o governo venezuelano sem autorização americana. Isso tem dificultado investimentos no país, que enfrenta uma dívida de US$ 150 bilhões com credores internacionais.
Uma das possibilidades em análise é a liberação de cerca de US$ 5 bilhões em ativos da Venezuela congelados no Fundo Monetário Internacional (FMI), na forma de Direitos Especiais de Saque. Esse recurso poderia ser usado para ajudar na reconstrução do país.
Além disso, o Tesouro americano estuda formas de repatriar as receitas das vendas de petróleo que estão atualmente armazenadas principalmente em navios. Bessent também planeja se reunir com autoridades do FMI e do Banco Mundial para discutir a retomada das relações comerciais com a Venezuela.
O secretário acredita que empresas menores e privadas devem agir rapidamente para voltar a investir no setor petrolífero venezuelano. Por outro lado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, ressaltou que a Venezuela não pode transportar seu petróleo sem a permissão dos EUA, que controlam o tráfego dos petroleiros.
O presidente Donald Trump, por sua vez, quer que as grandes empresas do setor invistam US$ 100 bilhões na Venezuela, como parte de uma estratégia para ampliar a influência americana na região. No entanto, algumas companhias têm demonstrado resistência. Trump discutiu esse plano em reunião com representantes dessas empresas na Casa Branca na última sexta-feira.
Essa movimentação dos EUA pode representar uma mudança significativa na relação com a Venezuela, abrindo caminho para uma possível recuperação econômica, mas ainda enfrenta desafios e resistências no setor privado.
