Alta do diesel impacta transporte e leva empresas a reduzirem horários no RS
Combustível representa cerca de 20% do custo operacional e pressiona pedidos de reajuste nas tarifas
A alta no preço do diesel já provoca reflexos no transporte intermunicipal do Rio Grande do Sul. Empresas do setor começaram a reduzir horários de linhas e a solicitar reajustes nas tarifas diante do aumento dos custos operacionais. A informação foi confirmada pela Federação das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado (Fetergs).
De acordo com a entidade, o combustível representa aproximadamente 20% dos custos das operações. Com a elevação dos preços, empresas têm adotado medidas para manter a viabilidade dos serviços, priorizando a manutenção das linhas, ainda que com menor frequência.
O presidente da Fetergs, Sergio Tadeu Pereira, afirma que a redução de horários ocorre de forma pontual, principalmente em trajetos com baixa demanda. Segundo ele, a alternativa busca evitar a paralisação total dos serviços em um cenário de possível desabastecimento.
Além do impacto nos custos, o setor também enfrenta queda no número de passageiros, o que agrava a situação financeira das empresas. Diante disso, a entidade aponta o subsídio público como uma das alternativas para garantir a continuidade do transporte.
Situação de emergência em município
A crise no abastecimento também levou o município de Formigueiro a decretar situação de emergência. A medida considera os efeitos da alta dos combustíveis sobre serviços essenciais, como transporte escolar, saúde, manutenção de estradas e escoamento da produção agrícola.
Com o decreto, a prefeitura poderá realizar compras emergenciais de combustível e adotar medidas para reduzir os impactos econômicos e garantir a continuidade dos serviços.
Oscilação nos preços e abastecimento monitorado
Nos postos de combustíveis, os preços do diesel seguem em variação. Em Porto Alegre e região Metropolitana, os valores têm oscilado nos últimos dias, com registros entre R$ 6,19 e R$ 7,59, chegando a ultrapassar R$ 8 em alguns municípios.
Entidades do setor monitoram o abastecimento, que ocorre de forma racionada em alguns casos. Há relatos de que distribuidoras não estão atendendo integralmente a demanda, o que tem levado empresas a recorrer à importação de combustível, com custos mais elevados.
O cenário está relacionado ao aumento do preço internacional do petróleo, influenciado pelo contexto geopolítico no Oriente Médio, o que mantém a tendência de pressão sobre os combustíveis e seus efeitos na economia regional.
