Trump afirma que Irã busca liberdade e EUA estão prontos para ajudar
Os protestos que tomam conta do Irã nos últimos dias têm chamado a atenção do mundo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que o Irã está buscando a liberdade, algo talvez nunca visto antes, e que os norte-americanos estão prontos para ajudar esse movimento. Essa declaração foi feita em sua rede social Truth Social, sem muitos detalhes adicionais.
A fala de Trump ocorre após ele ter dito que os Estados Unidos poderiam intervir caso o regime iraniano reprimisse manifestantes pacíficos com violência. Os protestos já deixaram pelo menos 72 mortos e mais de 2.300 presos, de acordo com a agência Associated Press, que cita a Human Rights Activists News Agency.
Desde o final de 2025, quando os protestos começaram, o movimento tem crescido tanto em número de participantes quanto em intensidade. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou que o governo não vai recuar diante das manifestações, chamando os manifestantes de vândalos e sabotadores em um pronunciamento pela TV estatal.
Ali Larijani, conselheiro do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do Irã, afirmou que o país está em plena guerra e que alguns episódios foram orquestrados por forças externas. O regime iraniano acusa os Estados Unidos de incitar os protestos, mas o governo americano rejeita as acusações, classificando-as como delirantes e uma tentativa de desviar a atenção dos problemas internos do Irã.
A repressão aumentou e o país enfrenta um apagão de internet nacional há 48 horas, conforme a ONG de cibersegurança Netblocks. Imagens dos funerais de membros das forças de segurança mortos foram exibidas na televisão estatal, com grande participação popular na cidade de Shiraz.
O atual movimento é o maior desde as manifestações de 2022, que ocorreram após a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino. Esse contexto de protestos acontece em um momento delicado para o Irã, enfraquecido após conflitos regionais e com sanções da ONU relacionadas ao seu programa nuclear recentemente restabelecidas.
Essa situação evidencia um país em profunda turbulência interna, com impactos que podem reverberar na política internacional e na estabilidade da região.
