“Se me deixarem ter a bola no pé, entro em campo e ganho esse jogo”, diz Eduardo Leite sobre disputa à Presidência
Governador do RS afirma estar preparado para liderar projeto nacional, mas decisão dependerá do PSD
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou que está determinado a disputar a Presidência da República e liderar um projeto “alternativo à polarização” no cenário político nacional.
Apesar da declaração enfática, Leite destacou que irá aguardar a definição do partido, que ainda não oficializou seu candidato ao Palácio do Planalto.
Disputa interna no PSD
Dentro da sigla, Leite concorre com outros dois nomes: Ratinho Junior e Ronaldo Caiado.
Ratinho Junior aparece como o mais bem posicionado nas pesquisas e, segundo o próprio Leite, tem vantagem por estar há mais tempo filiado ao PSD.
Nos bastidores, o senador Flávio Bolsonaro afirmou ter sido informado de que o partido já teria definido Ratinho como candidato — informação ainda não confirmada oficialmente.
Proposta de governo
Leite defende uma agenda que combine combate às desigualdades com responsabilidade fiscal e modernização da gestão pública. Entre os pontos citados estão o enfrentamento ao crime, a redução da máquina pública e o incentivo ao empreendedorismo.
— “Quero oferecer ao Brasil um projeto que supere a polarização”, afirmou.
Cenário eleitoral
De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, Leite soma 26% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparece com 42%.
Dentro do PSD, Ratinho Junior e Caiado apresentam desempenho superior, o que intensifica a disputa interna pela indicação.
Possível plano alternativo
Caso não seja escolhido como candidato à Presidência, Leite admitiu a possibilidade de disputar o Senado. No cenário estadual, ele também sinalizou apoio ao vice-governador Gabriel Souza como sucessor no comando do Executivo gaúcho.
Foto: Willian Volcov / Valor
