Remédios devem ficar mais caros a partir de abril no Brasil
Reajuste anual pode chegar a até 4,6%; especialistas orientam planejamento para reduzir impacto no orçamento
Os preços dos medicamentos devem subir em todo o Brasil a partir de 1º de abril, conforme o reajuste anual autorizado pelo governo federal. A estimativa é de que o aumento varie entre 1,9% e 4,6%, de acordo com projeções do setor farmacêutico.
A atualização ocorre todos os anos e é definida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que estabelece um teto máximo para os reajustes aplicados pela indústria.
Como funciona o reajuste
O aumento não é automático para todos os medicamentos. O governo define apenas o limite máximo que pode ser aplicado, e cabe aos laboratórios decidir se irão repassar — total ou parcialmente — esse reajuste ao consumidor.
Os percentuais variam conforme o nível de concorrência de cada produto, podendo chegar a cerca de 5% nos casos de maior competitividade no mercado.
Na prática, isso significa que os preços podem subir de forma diferente entre farmácias e marcas, já que descontos e promoções continuam sendo permitidos.
Impacto no bolso
O reajuste pode pesar principalmente para quem depende de medicamentos de uso contínuo. Segundo especialistas, o aumento exige atenção e organização financeira por parte das famílias.
Além disso, a elevação pode superar a inflação recente em alguns casos, ampliando o impacto no orçamento doméstico.
Dicas para economizar
Para reduzir os efeitos do aumento, especialistas recomendam algumas estratégias:
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Pesquisar preços entre diferentes farmácias
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Optar por medicamentos genéricos, que costumam ser mais baratos
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Utilizar programas de desconto oferecidos por redes e laboratórios
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Planejar compras antecipadas, principalmente para tratamentos contínuos
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Verificar programas públicos, como o Farmácia Popular
O acompanhamento frequente dos preços também é apontado como essencial para evitar gastos desnecessários.
Foto: Imagem ilustrativa/Pexels
