Pepe Vargas projeta cenário econômico positivo para 2026 e destaca Propag
O deputado Pepe Vargas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, aponta que a aprovação do projeto que autoriza o governo gaúcho a aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) foi a principal conquista legislativa de 2025. Com uma carreira marcada por passagens por três ministérios e duas gestões como prefeito de Caxias do Sul, Pepe destaca a importância dessa medida para o futuro financeiro do Estado.
O Propag, que passa a valer a partir de 2027, permite que o Rio Grande do Sul deixe de pagar juros ao governo federal, atualizando a dívida apenas pela correção monetária. Isso significa que os recursos economizados poderão ser reinvestidos em setores fundamentais como educação e infraestrutura, além de gerar um retorno financeiro para o próprio Estado por meio de um fundo compartilhado entre estados endividados.
Além desse avanço, Pepe Vargas ressaltou iniciativas culturais, como a transformação do memorial da Assembleia em um espaço multicultural, e o Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional, que destacou a urgência de um crescimento sustentável, levando em conta desafios ambientais, sociais e econômicos.
Ao analisar o cenário atual, Pepe chama atenção para crises que afetam o Rio Grande do Sul: a climática, facilmente visível nos impactos ambientais; a econômica, com crescimento abaixo da média nacional e perda de dinamismo frente a outros estados da Região Sul; e a populacional, que pode comprometer a produtividade futura devido ao saldo migratório negativo e baixa taxa de fecundidade.
Para 2026, ano eleitoral, o deputado espera um ambiente de renovação política, mas também de crescimento econômico. Destaca que a elevação da renda dos trabalhadores, impulsionada pela isenção do imposto de renda para quem ganha até cinco mil reais, é um fator positivo para o consumo.
No entanto, Pepe Vargas expressa preocupação com a atual taxa de juros de 15% aplicada pelo Banco Central, considerada alta demais para um cenário de inflação controlada. Essa taxa desestimula o crédito e o investimento privado, além de aumentar o custo do serviço da dívida pública, o que pesa nas contas do Estado.
Em suas palavras, o Banco Central deveria ajustar a política monetária para apoiar a política fiscal, reduzindo o impacto dos juros e favorecendo o crescimento econômico sustentável.
Essa análise nos mostra que o futuro econômico do Rio Grande do Sul depende de decisões políticas conscientes e da capacidade de enfrentar desafios complexos com soluções integradas. Pepe Vargas acredita que é possível construir um caminho de crescimento equilibrado que beneficie todas as regiões e populações do Estado.
O diálogo aberto entre legisladores, governo e sociedade será fundamental para transformar essas projeções em realidade nos próximos anos.
