Estudo valida ‘zonas azuis’ de longevidade e saúde no mundo
Um estudo recente publicado na revista The Gerontologist validou a existência e a confiabilidade das chamadas “zonas azuis”, regiões geográficas com alta concentração de indivíduos que ultrapassam os 90 anos de idade com saúde preservada. A pesquisa rigorosa avaliou dados demográficos para confirmar a autenticidade dessas áreas, que já foram alvo de ceticismo.
A validação incluiu análise documental detalhada, seguindo critérios demográficos gerontológicos. A confirmação da idade dos moradores foi realizada por meio do cruzamento de informações civis, militares, eleitorais, religiosas e genealógicas. “Não nos baseamos em autodeclarações. Só entram na análise os casos com comprovação documental sólida”, explicou Giovanni Pes, professor da Universidade de Sassari e um dos descobridores da zona azul na Sardenha.
As zonas azuis confirmadas pelo estudo são:
– Sardenha (Itália)
– Okinawa (Japão)
– Icária (Grécia)
– Península de Nicoya (Costa Rica)
Nestas localidades, a incidência de pessoas com 90 anos ou mais em bom estado físico e mental é significativamente maior que a média mundial. Fatores como genética, dieta, vida social ativa, ambiente e cultura local são apontados como contribuintes para a longevidade nessas regiões.
Apesar do reconhecimento, as zonas azuis enfrentam ameaças. Mudanças de hábitos, modernização, migrações e alterações culturais podem impactar o padrão de envelhecimento saudável observado. “O fato de essas zonas poderem surgir e desaparecer ajuda a entender como fatores sociais e comportamentais moldam o envelhecimento saudável”, comentou Steven Austad, autor principal do estudo.
