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ESPECIAL DIA DAS MÃES: Mãe e filha compartilham trajetória marcada pela arte e cultura em Encantado

ESPECIAL DIA DAS MÃES: Mãe e filha compartilham trajetória marcada pela arte e cultura em Encantado
  • Publicadomaio 8, 2026

A relação entre mãe e filha ultrapassa os laços familiares na trajetória de Adriana Gallego e Daniela Fernanda Prospero. Moradoras de Encantado há mais de duas décadas, as argentinas construíram caminhos ligados à arte, à cultura e à expressão artística, participando de diferentes projetos e manifestações culturais no município e fora dele. Às vésperas do Dia das Mães, as duas compartilham histórias marcadas pela dança, teatro, música e conexão com o público.

Natural de Avellaneda, na província de Buenos Aires, Adriana Gallego, de 57 anos, chegou ao Brasil há 23 anos junto da família. Instrutora de fitness há mais de 35 anos e mestre Reiki, ela afirma que sempre teve ligação com atividades artísticas e culturais. Em Encantado, ficou conhecida principalmente pelas aulas coletivas de ritmos e trabalhos voltados ao público feminino.

“Desde que cheguei sempre trabalhei com aulas coletivas para mulheres, trabalhei como coreógrafa”, relata. Atualmente, Adriana atua como personal trainer e também com terapias energéticas. “Duas atividades diferentes, porém as duas têm muita energia”, destaca.

Além das atividades profissionais, ela também participou de apresentações artísticas e eventos culturais no município. Entre eles, as tradicionais “Discotecas do Chacrinha”, interpretando cantoras e participando como chacrete. Adriana também esteve presente em ações de saúde e lazer promovidas em espaços públicos da cidade.

A filha, Daniela Fernanda Prospero, de 34 anos, também nasceu em Buenos Aires e chegou a Encantado ainda na infância, aos 10 anos. O interesse pelas artes começou cedo, impulsionado pelo contato frequente com teatro e cinema na capital argentina.

“Desde pequena eu fui muito apaixonada pelo teatro. Por tudo aquilo que nos faz sentir, pela magia que é capaz de transmitir, pelas reflexões que proporciona”, conta.

Já adolescente, Daniela iniciou atividades teatrais no Instituto Estadual de Educação Monsenhor Scalabrini, por meio do grupo Artes e Sonhos. Depois do ensino médio, foi morar na Espanha, onde estudou Artes Cênicas e teve experiências ligadas ao teatro, dança, música, televisão e cinema. Entre 2010 e 2015, viveu em Málaga e também passou um período em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Ao retornar ao Brasil, morou no Rio de Janeiro antes de decidir voltar definitivamente para Encantado, em 2016. Segundo ela, as experiências artísticas acabaram influenciando também sua escolha profissional. “Eu percebi que gostava muito de contar histórias e criar personagens. E isso me levou até a Psicologia”, afirma.

Hoje formada em Psicologia, Daniela atua como professora de inglês e espanhol e também voltou a se aproximar profissionalmente das artes cênicas. Atualmente ministra aulas de teatro por meio da Associação Cultural do município e recentemente participou como diretora do espetáculo “Religare”, da Paixão de Cristo.

Conexão além do palco

Para Adriana e Daniela, a arte também representa um elo afetivo construído ao longo da vida. Entre músicas, aulas, apresentações, cinema e teatro, mãe e filha encontraram na expressão artística uma forma de fortalecer a convivência e compartilhar experiências que atravessam gerações.
“A arte representa nossa conexão como mãe e filha. Ela nos aproxima, fortalece nossa união e torna nossos momentos no palco ainda mais especiais. Em cada apresentação, compartilhamos emoção, carinho e a alegria de vivermos tudo isso juntas”, afirma Adriana. “Eu me vejo nela, e é muito emocionante poder dividir esse amor pela arte entre nós”, completa.
Daniela destaca que cresceu acompanhando a mãe em atividades ligadas à dança, à música e às aulas coletivas. “Ver ela trabalhando e dando aulas na academia. Acho que esse sempre foi o ‘palco’ dela. Ela sempre se transformou para dar as suas aulas com energia e presença”, relata.
Segundo Daniela, muitas das referências artísticas que carrega hoje surgiram justamente dessa convivência familiar. “No fim sinto que cresci nesse ambiente. Muito daquilo que ela fazia e que eu aprendi simplesmente por acompanhar e estar junto são coisas que levei comigo e acabaram aparecendo nas artes cênicas também”, afirma.
Elas também dividiram experiências em atividades culturais locais com Paula Lilian Prospero, 30 anos, a filha mais nova de Adriana. Participações nas apresentações da Discoteca do Chacrinha e nas avaliações das gincanas do Colégio Mário Quintana, tradição da qual a mãe participa há vários anos e que Daniela passou a acompanhar desde 2019, são exemplos desta atuação em família.

Texto: César Husak | Jornalista

Fotos: Divulgação/Arquivo pessoal

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