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Economia

Comerciantes temem fiscalização e abandonam Pix e cartões

Comerciantes temem fiscalização e abandonam Pix e cartões
  • Publicadodezembro 23, 2025

Comerciantes e prestadores de serviço em diversas regiões do país estão diminuindo ou abandonando o uso de Pix e cartões. A principal razão é o temor de uma fiscalização mais intensa por parte da Receita Federal sobre suas transações bancárias. Essa medida preventiva surge diante da possibilidade de autuações fiscais e da criação de novos tributos sobre movimentações financeiras consideradas elevadas. O governo federal tem reiterado que não há imposto sobre o Pix. No entanto, a Receita Federal confirmou que tem cruzado dados bancários com maior frequência para combater a sonegação, especialmente de pessoas físicas que recebem por meios eletrônicos sem declarar renda. Pequenos empreendedores, contudo, veem essa ação com apreensão. Um comerciante relatou: “Hoje dizem que é só cruzamento de dados, mas amanhã pode virar multa, cobrança ou nova taxa. Preferimos não arriscar”. Com a ampliação do controle sobre operações digitais, muitos profissionais optaram por retornar ao trabalho exclusivamente com dinheiro em espécie. Essa decisão visa evitar rastros bancários e representa uma inversão da tendência de popularização dos meios digitais. O Pix, que se tornou o meio de pagamento mais utilizado no Brasil, tem seu uso impactado. O recuo é mais notável em setores como: Vendas informais e ambulantes, Salões de beleza e oficinas,  Serviços residenciais (pintura, limpeza, manutenção). O governo acompanha o uso crescente de meios digitais para facilitar o controle fiscal. Valores que destoam do perfil do contribuinte podem ser analisados, principalmente se não houver declaração de imposto de renda compatível. Por outro lado, a retração de parte do comércio sinaliza desconfiança na estabilidade das regras fiscais. O receio é que o monitoramento atual sirva de base para futuras tributações, mesmo sem novas leis em vigor.

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