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Câmara aprova medidas duras contra devedores contumazes e lavagem de dinheiro

Câmara aprova medidas duras contra devedores contumazes e lavagem de dinheiro
  • Publicadodezembro 10, 2025

Você já se perguntou como o Brasil enfrenta o desafio de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em setores estratégicos? Nesta terça-feira (9), a Câmara dos Deputados aprovou com ampla maioria um projeto importante que intensifica as punições para os chamados devedores contumazes. Essa proposta, que segue agora para sanção presidencial, representa um avanço significativo na luta contra a evasão fiscal e a criminalidade financeira.

Devedores contumazes são contribuintes que, de forma persistente e intencional, deixam de pagar seus impostos, prejudicando a sociedade e o funcionamento dos serviços públicos. O projeto estabelece regras claras para identificar e controlar esses casos, garantindo uma resposta firme do Estado.

O relatório da Câmara, apresentado pelo deputado Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP), manteve o texto aprovado no Senado sem alterações, reafirmando o equilíbrio entre os interesses do governo, da iniciativa privada e da sociedade. Todos os deputados, inclusive os de oposição, reconheceram a importância da medida. A deputada Bia Kicis (PL-DF) destacou que o projeto protege os pequenos empreendedores e empresários sérios, direcionando-se principalmente aos criminosos que praticam sonegação.

O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), ressaltou que essa iniciativa é vital para o país, pois favorece quem cumpre suas obrigações e tem impacto positivo nas contas públicas.

Vale lembrar que o projeto Tramita há oito anos no Congresso e ganhou destaque recentemente após a Operação Carbono Oculto, que revelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e sonegação no setor de combustíveis, associado a organizações criminosas como o PCC.

Uma das medidas previstas é a baixa dos CNPJs das empresas enquadradas como devedoras contumazes. Além disso, essas empresas ficarão proibidas de participar de licitações, manter contratos com a administração pública ou entrar em recuperação judicial. Sócios envolvidos em processos penais relacionados à dívida tributária não poderão obter perdão pagando o valor atrasado.

A origem do projeto está no Senado, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e com o relatório do deputado Efraim Filho (União-PB). Após aprovação unânime no Senado, o texto recebeu regime de urgência na Câmara e foi finalmente votado em plenário. O projeto enfrentou alguma demora na Câmara para nomeação do relator, motivada também por investigações em andamento, como a Operação Poço de Lobato, que apura grandes esquemas de sonegação.

Este avanço legislativo mostra como o Brasil está se organizando para combater com mais eficácia a sonegação fiscal e a lavagem de dinheiro, promovendo justiça fiscal e protegendo a economia legítima do país.

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