Unidade atende pacientes de toda a região e enfrenta déficit no custeio, aponta hospital
A Associação dos Municípios do Alto Taquari (AMAT) reuniu, na manhã de terça-feira (14), prefeitos e secretários de saúde de 13 municípios da região, além da direção do Hospital Beneficente Santa Terezinha (HBST), em Encantado, para discutir o custeio da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O principal tema do encontro foi a dificuldade financeira enfrentada pela instituição para manter o funcionamento do serviço. Conforme a direção do hospital, os repasses dos governos federal e estadual não têm sido suficientes para cobrir os custos da UTI.
Atendimento regional e sobrecarga
Durante a reunião, foram apresentados dados que evidenciam o caráter regional da unidade. Entre junho de 2025 e fevereiro de 2026, a UTI registrou 258 internações. Deste total, 85 pacientes eram de municípios do Alto Taquari, enquanto 173 vieram de outras regiões do Estado.
Os números, segundo os gestores, demonstram a sobrecarga do serviço e reforçam a importância estratégica da estrutura para o atendimento de média e alta complexidade.
Mobilização política
Diante do cenário, os representantes dos municípios se comprometeram a intensificar a mobilização junto aos governos estadual e federal, buscando a ampliação dos recursos destinados ao custeio da UTI.
Durante as manifestações, foi destacado que serviços de alta complexidade são de responsabilidade constitucional das esferas estadual e federal, enquanto aos municípios cabe a execução e o financiamento prioritário da atenção básica.
Mesmo assim, os gestores afirmaram que irão atuar para garantir a continuidade do atendimento, reconhecendo o papel do HBST no suporte à saúde regional.
A AMAT informou que seguirá acompanhando o tema e articulando ações junto às autoridades para assegurar a sustentabilidade dos serviços hospitalares na região.
Foto: Divulgação/AMAT
