Whatsapp
Brasil Justiça Polícia

Amado Batista entra na “lista suja” do trabalho escravo após autuações em Goiás

Amado Batista entra na “lista suja” do trabalho escravo após autuações em Goiás
  • Publicadoabril 9, 2026

Cantor aparece em dois registros relacionados a propriedades rurais em Goianópolis; 14 trabalhadores foram resgatados

O cantor Amado Batista passou a integrar a chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego na última segunda-feira (6). O cadastro reúne empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão.

O nome do artista aparece em duas autuações distintas em propriedades rurais localizadas em Goianópolis, relacionadas ao cultivo de milho. Ao todo, 14 trabalhadores foram resgatados em situação irregular.

De acordo com relatório do ministério, dez pessoas foram encontradas no Sítio Esperança e outras quatro no Sítio Recanto da Mata. Os casos teriam ocorrido em 2024. A inclusão do nome na lista ocorreu após a conclusão definitiva do processo administrativo, sem possibilidade de recurso.

A atualização mais recente do cadastro incluiu 169 novos empregadores, elevando para mais de 600 o total de registros referentes a ações realizadas entre 2020 e 2025 em todo o país.

Consequências

A permanência na “lista suja” implica restrições por um período de dois anos, como dificuldades de acesso a crédito e a contratos com instituições públicas e privadas.

O empregador pode deixar o cadastro antes desse prazo caso firme um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O acordo prevê o pagamento de indenizações de, no mínimo, 20 salários mínimos por trabalhador resgatado, além do apoio a programas de reinserção das vítimas no mercado de trabalho.

Foto: Renato Pizzutto/Band

-+=